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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Hotel Gran Villaggio fortalece a cadeia produtiva e cultura em evento que busca reumanizar o Centro de São Paulo


| Por: Claudia Souza |

Chá da Tarde e Desfile de Moda mostrou como eventos podem conectar empreendedores, artistas, marcas e consumidores, movimentando a cadeia produtiva e criando novas experiências no Centro histórico da capital

O Centro de São Paulo recebeu, no dia 15 de agosto, uma iniciativa que merece ser observada para além da passarela. O Chá da Tarde e Desfile de Moda, realizado no Gran Villaggio Hotel, na Rua Martins Fontes, 330, reuniu empreendedores, artistas, jornalistas, estilistas, personalidades e público consumidor em uma tarde que combinou moda, cultura, relacionamento e negócios.

Com a apresentação de Leão Lobo e Cibele Attallah, produção de Mara Porto e Maurício Coutinho (Coutinho Eventos) e apoio da Frei Caneca Produções, o encontro teve como uma de suas principais características a abertura de espaço para empreendedores de diferentes segmentos, muitos deles representados por mulheres 50+ que, além de exporem seus produtos e serviços, também participaram do desfile.

O evento demonstra, na prática, como a iniciativa privada pode contribuir para a ativação econômica e cultural de uma região histórica da cidade.


Um desfile de moda pode parecer, à primeira vista, uma atividade concentrada apenas em roupas e passarela. Mas, por trás de algumas horas de programação, existe uma cadeia produtiva muito maior.

Um evento desse tipo envolve produção cultural, organização, hotelaria, alimentação, moda, beleza, fotografia, audiovisual, comunicação, divulgação, decoração, sonorização, iluminação, transporte, serviços gráficos, tecnologia, segurança, recepção, profissionais de eventos e comércio. Cada fornecedor contratado, representa uma atividade econômica. Cada empreendedor que expõe sua marca encontra uma oportunidade de apresentar seu trabalho. Cada profissional envolvido amplia sua rede de contatos.

É justamente essa capacidade de gerar conexões que caracteriza a economia criativa e o empreendedorismo contemporâneo.

O próprio Estado de São Paulo mantém políticas voltadas ao fortalecimento das Cadeias Produtivas Locais, reconhecendo que a articulação entre empresas, empreendedores e instituições pode gerar desenvolvimento econômico regional. O programa SP Produz, por exemplo, tem entre seus objetivos fortalecer cadeias produtivas, estimular a organização dos setores e promover o desenvolvimento econômico dos territórios. (SP Produz)

O papel estratégico do Gran Villaggio

Nesse contexto, a participação do Gran Villaggio Hotel ganha importância especial. Ao abrir suas portas para uma iniciativa que reúne negócios, cultura e entretenimento, o hotel deixa de ser apenas um espaço de hospedagem e passa também a funcionar como equipamento de convivência, relacionamento e ativação econômica.

Um hotel que recebe eventos contribui para movimentar uma série de atividades ao seu redor: fornecedores, profissionais de produção, alimentação, transporte, comunicação, turismo e comércio. Além disso, quando um equipamento localizado no Centro recebe uma programação capaz de atrair público, ele ajuda a produzir um efeito que vai além de suas próprias instalações.

Pessoas chegam ao Centro, circulam pelas ruas, utilizam serviços, encontram empreendedores e redescobrem espaços da cidade.

É uma forma concreta de reativar o território por meio da experiência.

A atuação da Frei Caneca Produções e Coutinho Eventos, também merece destaque nesse processo. A produção de um evento cultural ou de moda exige muito mais do que colocar uma programação de pé. É necessário articular profissionais, fornecedores, artistas, marcas, comunicação, logística, público e parceiros. Essa capacidade de articulação é fundamental para transformar uma ideia em uma experiência que gere valor.

No caso do Chá da Tarde e Desfile de Moda, a produção conectou diferentes segmentos em torno de uma proposta comum: criar um evento capaz de reunir pessoas e, simultaneamente, valorizar empreendedores, cultura e o Centro de São Paulo.

A Prefeitura de São Paulo também vem destacando a economia criativa como vetor de desenvolvimento dos territórios, associando cultura, empreendedorismo, inovação e geração de oportunidades. (Prefeitura de São Paulo)


Empreendedoras 50+ no centro das atenções




Um dos capítulos mais importantes da tarde foi protagonizado pelas mulheres empreendedoras 50+.

Muitas das participantes que apresentaram seus negócios também desfilaram. A passarela tornou-se, portanto, uma extensão de seus empreendimentos. Essa escolha tem um forte significado econômico e social.

São mulheres que não aparecem apenas como consumidoras de moda, mas como produtoras, empresárias, prestadoras de serviços, criadoras de marcas e agentes econômicas. Elas movimentam negócios e, consequentemente, também movimentam outras partes da cadeia produtiva.

Uma empreendedora que vende um produto pode contratar uma fotógrafa para produzir suas imagens, uma designer para desenvolver sua identidade visual, uma gráfica para seus materiais, uma profissional de marketing para as redes sociais e uma empresa de eventos para apresentar sua marca.

O negócio deixa de ser isolado e passa a fazer parte de uma rede. É assim que o empreendedorismo ganha força, afinal, Cultura também é atividade econômica. A presença de artistas, jornalistas, estilistas e personalidades reforçou outra dimensão importante do evento: cultura também gera trabalho, renda e negócios.

A economia criativa reúne profissionais que transformam conhecimento, talento, criatividade e cultura em produtos e serviços. Segundo o Sebrae, o setor inclui profissionais como artistas, músicos, estilistas, ilustradores e outros trabalhadores criativos, que enfrentam justamente o desafio de transformar seu talento em negócios sustentáveis. A instituição destaca que a economia criativa representa quase 4% do PIB brasileiro. (ASN Nacional)

Nesse sentido, um desfile, uma apresentação musical, uma exposição ou um encontro cultural não devem ser vistos apenas como entretenimento. São também plataformas de negócios. Reumanizar o Centro é colocar pessoas novamente nas ruas. A expressão “reumanização do Centro” ganha sentido quando observamos o que acontece quando as pessoas voltam a ocupar os espaços urbanos para atividades positivas.

Um Centro vivo não é formado apenas por prédios, escritórios e estabelecimentos comerciais. Ele precisa de pessoas, encontros, cultura, lazer, comércio, arte e experiências.

A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, mantém iniciativas como o Centrô!, que utiliza espaços do centro histórico para intervenções de teatro, circo, música e outras linguagens artísticas, com o objetivo de transformar locais da região em palcos públicos. (Porta de Entrada)

Também as feiras do programa Mãos e Mentes Paulistanas mostram como a ocupação dos espaços pode gerar atividade econômica: em 2025, as feiras do programa movimentaram mais de R$ 1,3 milhão, além de criarem oportunidades de comercialização para centenas de artesãos e manualistas. (Todos Pelo Centro)

O Chá da Tarde e Desfile de Moda segue uma lógica semelhante, ainda que em uma escala e formato diferentes: levar pessoas para o Centro e criar motivos para que elas estejam ali, gera um efeito multiplicador. 

O público compra, o empreendedor divulga, o fornecedor trabalha, o artista se apresenta, o hotel recebe, o produtor articula, o profissional de comunicação divulga, o fotógrafo registra, o salão de beleza prepara, a equipe técnica monta, o transporte movimenta, o comércio local pode ser beneficiado e novas conexões profissionais surgem. Essa é a verdadeira dimensão da cadeia produtiva de um evento. Por isso, iniciativas como a realizada no Hotel Gran Villaggio podem ser compreendidas como ações de ativação econômica e cultural, especialmente quando realizadas em regiões que precisam recuperar sua vitalidade urbana.

O Centro de São Paulo possui história, arquitetura, cultura e uma enorme concentração de profissionais e empreendedores. O desafio é transformar esse patrimônio em novas experiências capazes de aproximar novamente as pessoas da região. Nesse processo, hotéis, produtoras, restaurantes, lojas, espaços culturais, empreendedores e instituições privadas têm papel fundamental.

O apoio do Gran Villaggio em parceria com a Frei Caneca Produções e a Coutinho Eventos, demonstra que a revalorização do Centro não precisa depender exclusivamente de grandes projetos públicos. Ela também pode acontecer por meio de iniciativas privadas, culturais e empreendedoras que ocupem os espaços existentes e criem novas oportunidades.

O Chá da Tarde e Desfile de Moda mostrou que uma passarela pode ser também uma vitrine para negócios; um hotel pode ser um espaço de cultura; uma produtora pode ser articuladora de empreendedores; e um evento pode funcionar como uma pequena engrenagem de uma grande cadeia econômica.

No final, reumanizar o Centro significa justamente isso: colocar pessoas no centro das decisões, dos negócios e da cidade. E quando essas pessoas são empreendedoras, artistas, profissionais da cultura, homens e mulheres que continuam criando e trabalhando depois dos 50 anos, a mensagem se torna ainda mais poderosa.

Valorizar quem empreende é movimentar a economia. Valorizar a cultura é gerar oportunidades. E ocupar o Centro com pessoas, negócios e experiências é ajudar São Paulo a reencontrar a sua própria identidade.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

LGPD 8 Anos: Processos despencam no Brasil, mas São Paulo domina o ranking nacional



Neste mês de agosto, a nossa Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) completa oito anos de sanção. Nascida logo após o escândalo global da Cambridge Analytica, a lei transformou a maneira como empresas e cidadãos lidam com a privacidade no Brasil. Mas, quase uma década depois, como está o cenário nos tribunais brasileiros?

Um levantamento inédito realizado pelo Escavador revelou dados surpreendentes: embora o tema esteja mais em alta do que nunca, o número de processos judiciais envolvendo a LGPD caiu drasticamente nos últimos anos. E, nesse mapa da judicialização, o estado de São Paulo se destaca de forma isolada.

Abaixo, detalhamos os principais insights dessa pesquisa e o que eles significam para o mercado.


A surpreendente queda de 90% nos processos


Entre 2023 e julho de 2026, os tribunais brasileiros registraram 24,7 mil processos relacionados à proteção de dados pessoais. O dado que mais chama a atenção, no entanto, é a curva descendente: ao longo desse período, o volume de ações despencou impressionantes 90%.

Confira a linha do tempo da retração:

2023: Ano de pico. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) regulamentou a aplicação de sanções administrativas, o que tornou as consequências mais concretas e gerou uma enxurrada de processos.

2025: A queda se intensifica, registrando 4,1 mil processos (uma redução de 50,7% em relação a 2024).

2026 (até julho): Apenas 1 mil processos registrados, representando uma queda de cerca de 75% comparado a todo o ano de 2025.

Menos processos significa menos preocupação?


Não exatamente. Segundo Dalila Pinheiro, Coordenadora Jurídica e DPO do Escavador, essa queda não deve ser lida como um relaxamento do mercado. Muito pelo contrário.

"O mercado amadureceu na adequação. As empresas aprenderam que o prejuízo de reputação e de caixa é gigante e passaram a investir mais em prevenção ou soluções amigáveis." — Dalila Pinheiro

Ou seja, as empresas entenderam que é muito mais barato e seguro resolver problemas de privacidade administrativamente e investir em compliance (conformidade) do que enfrentar a Justiça e o escrutínio público.

O Mapa da Judicialização: O fenômeno São Paulo

Se o volume geral caiu, a distribuição desses processos pelo Brasil revela uma desigualdade gritante. A proteção de dados chegou aos tribunais, mas não na mesma proporção em todos os estados.

São Paulo concentra a esmagadora maioria dos casos: são 22.400 processos, o que representa mais de 32 vezes o volume do segundo colocado, Goiás (com 686 casos).

Por que São Paulo lidera com tanta folga?


Existem dois motivos principais para essa concentração:
Volume de Negócios: SP abriga a maior concentração de empresas e consumidores do país, gerando um volume colossal de tratamento de dados diário.

Maturidade do Judiciário: O estado foi pioneiro em adaptar suas estruturas e criar jurisprudência sólida sobre a LGPD. O alto número de casos reflete um sistema de Justiça mais preparado e estruturado para lidar com o tema, e não necessariamente que as empresas paulistas cometam mais violações.

Ranking: Os 10 estados com mais processos (2023 - Jul/2026)


Para ilustrar o contraste, veja como ficou o topo da tabela do levantamento feito pelo Escavador (considerando os códigos processuais 14202 e 14205):

Posição Estado Número de Processos1º São Paulo (SP) 22.369
2º Goiás (GO) 686
3º Rio de Janeiro (RJ) 343
4º Amazonas (AM) 298
5º Sergipe (SE) 202
6º Mato Grosso do Sul (MS) 151
7º Ceará (CE) 91
8º Distrito Federal (DF) 78
9º Tocantins (TO) 76
10º Espírito Santo (ES) 68

(Estados como Amapá e Pernambuco aparecem no fim da lista, com apenas 3 processos registrados cada no mesmo período).

O que o futuro nos reserva?

Os dados do Escavador nos mostram um cenário otimista: a LGPD está funcionando. A ameaça de sanções e os exemplos de multas milionárias (como as aplicadas na Europa sob a GDPR) forçaram uma mudança de cultura corporativa no Brasil.

A judicialização está dando lugar à prevenção. Contudo, como alerta a DPO do Escavador, a população precisa manter a vigilância. Os dados são o novo petróleo da economia digital, e o cuidado com a nossa privacidade deve ser um exercício diário e constante.


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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Cultura: Feira Literária é sucesso e transforma vidas em Embu das Artes



    Ler é transformar vidas. Esse foi muito mais do que um slogan. Tornou-se a essência da 1ª Feira Literária de Embu das Artes, realizada nos dias 1º e 2 de agosto, no Centro Cultural Mestre Assis.

    Gratuito e aberto ao público, o evento entrou para a história do município ao reunir escritores, leitores, educadores e amantes da cultura em uma grande celebração do conhecimento e da literatura.

    Reconhecida nacionalmente por sua vocação artística, Embu das Artes deu mais um importante passo na valorização da cultura ao promover uma feira literária que fortalece a educação, incentiva o hábito da leitura e reconhece o papel dos escritores como agentes de transformação social.

    Durante os dois dias de programação, autores de Embu das Artes, da capital paulista, do interior de São Paulo e de outros estados participaram de sessões de autógrafos, rodas de conversa e encontros com o público, proporcionando uma rica troca de experiências e aproximando leitores de todas as idades do universo dos livros.



    Um dos momentos mais marcantes da feira foi a homenagem ao jornalista e radialista Joseval Peixoto, um dos maiores nomes da comunicação brasileira. Com uma trajetória brilhante à frente da equipe esportiva da Rádio Jovem Pan, Joseval construiu um legado de ética, credibilidade, inteligência e compromisso com o jornalismo, inspirando gerações de profissionais da comunicação.

    Promovida pela Prefeitura de Embu das Artes, em parceria com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Embu das Artes (ACISE) e o Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), a feira contou ainda com o importante apoio do Garimpo e da Imobiliária Porta Nova, demonstrando que a união entre o poder público, a iniciativa privada e as entidades representativas fortalece projetos capazes de gerar conhecimento, inclusão e desenvolvimento cultural.

    O sucesso da primeira edição também foi resultado do talento, da dedicação e do entusiasmo dos escritores participantes. Com generosidade, eles compartilharam suas histórias, experiências e obras, tornando-se protagonistas de um encontro que emocionou o público e reafirmou a importância da literatura na formação de cidadãos mais conscientes, críticos e sensíveis.

    A realização da feira contou com o decisivo apoio do prefeito Hugo Prado e da vice-prefeita Dra. Beth, que acreditaram no projeto desde o início. Também merece destaque o trabalho dos secretários Alan Leão, da Cultura, e Milton do Rancho, do Turismo, cuja atuação foi fundamental para que o evento se consolidasse como um marco na agenda cultural da cidade. Da mesma forma, a parceria da ACISE, através do presidente Ivo Farias e do CMEC foi essencial para transformar a iniciativa em realidade.

    O grande comparecimento do público demonstrou que existe espaço e interesse por eventos que promovem a leitura e aproximam escritores e leitores. Crianças, jovens, adultos e famílias inteiras prestigiaram a programação, reforçando que investir em livros é investir em educação, cultura e cidadania. A estreia da Feira Literária de Embu das Artes deixou um legado que ultrapassa os dois dias de programação. Ela plantou sementes para a formação de novos leitores, fortaleceu a produção literária local e consolidou a cidade como mais um importante polo de difusão cultural no Estado de São Paulo.

    Se depender do entusiasmo dos organizadores, dos escritores e do público, a expectativa já está lançada: em 2027 tem mais. Afinal, a mensagem que marcou esta primeira edição permanece viva e inspira o futuro: Ler é transformar vidas.

Veja alguns dos melhores momentos:

sábado, 25 de julho de 2026

Tarcísio condecora Milei com Ordem do Ipiranga e apresenta Novo Centro Administrativo de R$ 6 bilhões


    A manhã deste sábado no Palácio dos Bandeirantes foi marcada por uma intensa movimentação diplomática. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, abriu as portas da sede do governo estadual para receber a comitiva do presidente da Argentina, Javier Milei, em uma visita focada no estreitamento de laços históricos e, sobretudo, econômicos.

    O ponto alto da recepção aconteceu durante uma cerimônia solene. Diante de autoridades como a primeira-dama paulista, Cristiane Freitas, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o presidente argentino foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Ipiranga. A condecoração, criada em 1969 na gestão de Roberto Abreu Sodré, é a mais alta honraria do Estado, destinada àqueles que prestaram serviços de grande relevância ao país e a São Paulo. Ao lado do presidente estavam o ministro das Relações Exteriores argentino, Pablo Quirno, e a secretária-geral da Presidência, Karina Milei — irmã do líder argentino que, curiosamente, já havia recebido a mesma homenagem no ano anterior.

    Após o momento simbólico, a diplomacia deu lugar aos negócios em uma reunião bilateral de peso. Nos bastidores, as lideranças debateram a forte integração industrial que une os dois mercados, com os holofotes voltados para o setor automotivo, principal motor dessa parceria. Os dados recentes trazidos à mesa serviram de alicerce para as conversas: no ano anterior, o fluxo comercial entre São Paulo e Argentina havia atingido a marca de US$ 10,38 bilhões, um salto de 23,4% e o maior volume registrado desde 2020.

    Em tom de otimismo, o governador Tarcísio de Freitas reforçou a importância do país vizinho para a economia paulista. "A Argentina é um parceiro estratégico para São Paulo e os números mostram a força dessa cooperação. Somos o estado que mais exporta para o país e temos espaço para avançar de maneira sólida", declarou, enfatizando que o encontro servia para aproximar mercados e expandir as oportunidades de desenvolvimento mútuo.

    O encontro se encerrou reafirmando uma realidade econômica robusta. Com São Paulo concentrando 46% de todas as exportações brasileiras para a nação vizinha — enviando desde automóveis de passageiros, tratores e autopeças até energia elétrica e produtos químicos —, a Argentina se consolida de forma isolada como o maior parceiro paulista na América Latina, e o terceiro maior em todo o mundo, ficando atrás apenas dos gigantes Estados Unidos e China. O aperto de mãos desta manhã no Palácio dos Bandeirantes selou o compromisso de que essa rota comercial continue acelerando a plenos motores.


    Ainda durante a movimentada manhã no Palácio dos Bandeirantes, a agenda reservou um momento para que o governador Tarcísio de Freitas compartilhasse com o presidente Javier Milei uma visão grandiosa para o futuro urbano e administrativo do estado. Diante de uma detalhada maquete instalada na sede do governo, Tarcísio apresentou ao líder argentino o projeto do Novo Centro Administrativo de São Paulo.

    O complexo, que será erguido no bairro de Campos Elíseos, na região central da capital paulista, receberá um investimento expressivo de R$ 6 bilhões. O governador detalhou que a megaobra contará com cerca de 250 mil metros quadrados de área construída, compreendendo sete edifícios e dez torres. O objetivo principal da nova estrutura é abrigar aproximadamente 22 mil servidores estaduais, centralizando o gabinete do governador, diversas secretarias e órgãos públicos que, atualmente, encontram-se pulverizados por mais de 40 endereços diferentes pela cidade.

    Para além da promessa de maior eficiência administrativa e da drástica redução de custos gerada por essa unificação, o projeto foi apresentado como uma peça-chave para a requalificação urbana dos Campos Elíseos. A iniciativa prevê a criação de novas áreas de uso público e intervenções que prometem integrar a vizinhança, aumentar a circulação de pessoas e revitalizar o centro. Ao mesmo tempo, a mudança permitirá que dezenas de imóveis hoje ocupados pela administração ganhem novos usos.

    Foi com essa demonstração de planejamento estratégico e modernização que a recepção oficial se complementou, mesclando o fortalecimento da diplomacia internacional com a exibição dos próximos grandes passos da infraestrutura paulista.


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sexta-feira, 17 de julho de 2026

🚨 ATENÇÃO, ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO TÉCNICO! 🚨




Chegou a sua chance de dar o primeiro passo na carreira! 🎓💼

A Seduc-SP está com 2.595 vagas de estágio abertas nesta semana para alunos da rede pública estadual. É a oportunidade perfeita para ganhar experiência prática, receber uma bolsa e ainda conciliar tudo com os seus estudos!

Confira as vantagens:

💰 Bolsa-auxílio: de R$ 437,99 a R$ 883,66 (paga pela Seduc).

⏱️ Carga horária: cerca de 4 horas diárias (contrato inicial de 6 meses).

🚌 Vale-transporte: garantido pela empresa parceira, quando necessário.

🌟 Futuro: Possibilidade de extensão do estágio ou até efetivação!

📍 Tem vagas em todo o Estado de São Paulo!

As oportunidades estão distribuídas por várias regiões, incluindo: Capital e Grande SP (1.127 vagas), Sorocaba (276), Baixada Santista (181), Campinas (182), Vale do Paraíba (138), Ribeirão Preto (114) e muitas outras!

📋 O que você precisa para participar?
  • Ter 16 anos completos na data de admissão;
  • Estar matriculado na 2ª ou 3ª série do Ensino Médio Técnico estadual;
  • Ter frequência escolar de 85% ou mais no período anterior à seleção;
  • Ter feito o Provão Paulista Seriado no ano anterior.

📲 Como se inscrever:

1️⃣ Acesse o site oficial: https://www.beem.sp.gov.br/
2️⃣ Clique em “Sou estudante e quero saber mais” e depois em “Inscreva-se”.
3️⃣ Faça seu cadastro preenchendo CPF, data de nascimento, RA e dados de contato.
4️⃣ Acesse a vitrine de vagas e busque a ideal para o seu curso!

⚠️ Aviso importante: Estudantes menores de idade também podem participar! O cadastro só precisa ser preenchido com os dados dos pais ou responsáveis.

👇 Marque nos comentários aquele amigo ou amiga que precisa ver essa oportunidade e compartilhe!


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Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br/sp-tem-2-595-oportunidades-estagio-tecnico/


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terça-feira, 14 de julho de 2026

Cuidados com a pele ganham espaço e mostram a importância de uma rotina bem planejada



    O médico Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética, explica quais ativos garantem proteção e desempenho à pele e alerta sobre os erros que podem resultar em manchas, irritações e envelhecimento precoce.

    Em um cenário de crescente valorização do autocuidado, alguns produtos se consolidaram como indispensáveis na rotina de cuidados com a pele. Entre protetores solares, antioxidantes, hidratantes e ativos de tratamento, a skincare ocupa um papel central na prevenção de danos e na manutenção da saúde cutânea, enquanto outros hábitos acabam sendo deixados de lado.

    Entre os principais aliados da saúde da pele, o protetor solar ocupa um lugar de destaque. Considerado indispensável em qualquer rotina, ele ajuda a prevenir manchas, envelhecimento precoce e danos causados pela radiação ultravioleta. Ao lado dele, os antioxidantes, como a vitamina C, atuam na proteção contra os radicais livres e contribuem para manter a luminosidade da pele. Já os hidratantes garantem o equilíbrio da barreira cutânea, preservando água e nutrientes essenciais.

    De acordo com o Dr. Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil e à frente da Guarçoni Health Center, clínica com mais de 10 anos de atuação e referência em saúde integrada, uma rotina eficiente não depende da quantidade de produtos, mas da escolha correta dos ativos para cada necessidade. “A pele também precisa de uma rotina personalizada. Nem todo produto serve para todas as pessoas”, explica.

    Entre os ativos de tratamento estão substâncias voltadas para controle da oleosidade, uniformização do tom da pele, estímulo de colágeno e prevenção dos sinais do envelhecimento, escolhidos conforme os objetivos individuais. “O erro mais comum é copiar a rotina de influenciadores ou amigos sem considerar as características da própria pele. O que funciona para uma pessoa pode causar irritação ou não trazer resultados para outra”, alerta Guarçoni.

    Segundo o Dr. Octávio, algumas atitudes merecem advertência. Dormir sem remover a maquiagem, negligenciar o uso diário do protetor solar, exagerar na esfoliação e utilizar produtos sem orientação adequada são comportamentos que podem favorecer sensibilidade, manchas e envelhecimento precoce. Além disso, outro ponto de atenção é o uso excessivo de ativos potentes sem o devido acompanhamento. Misturas inadequadas podem causar desequilíbrios na barreira cutânea e aumentar o risco de irritações.

    Quando a barreira da pele é comprometida, surgem processos inflamatórios que podem gerar vermelhidão, descamação, ardência e até lesões mais importantes. A busca por resultados rápidos muitas vezes leva a erros que acabam exigindo tratamentos ainda mais complexos.

Dr. Octávio Guarçoni
Foto: Israel Alves

    Para conquistar uma rotina que renda efeitos, o médico recomenda priorizar limpeza adequada, hidratação, proteção solar e tratamentos compatíveis com o perfil de cada paciente. A avaliação profissional continua sendo a melhor estratégia para identificar necessidades específicas e evitar escolhas equivocadas. “A pele dá sinais constantes sobre o que precisa. Quando existe acompanhamento adequado e uma rotina personalizada, os resultados aparecem de forma mais segura, saudável e duradoura”, conclui Dr. Octávio Guarçoni.

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EU QUERO!!!





quinta-feira, 2 de julho de 2026

Michelle Bolsonaro, o STF e o PL Mulher: O JOGO POLÍTICO


Por: Claudia Souza | Análise

   

     O afastamento que mudou o cenário político causa estranheza e conjecturas estranhas


    A decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de deixar a presidência do PL Mulher produziu um dos episódios mais relevantes da reorganização da direita brasileira nos últimos meses. Mais do que uma mudança administrativa dentro do partido, o gesto foi interpretado como um sinal de desgaste político em um grupo que, até então, buscava demonstrar unidade diante dos desafios eleitorais e jurídicos enfrentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A repercussão foi ampliada pelas declarações públicas da própria Michelle, que afirmou ter sido desrespeitada e desvalorizada em discussões internas, especialmente em sua relação com o senador Flávio Bolsonaro. Essas manifestações passaram a alimentar debates sobre o futuro da liderança conservadora e sobre os reflexos do episódio na estratégia eleitoral do grupo. 

    Alguns acontecimentos são objetivos e verificáveis.


    Michelle Bolsonaro realizou reuniões públicas com ministros do Supremo Tribunal Federal em momentos distintos, quando buscava discutir temas relacionados à situação jurídica de Jair Bolsonaro.

      Em março/2026 a Folha de São Paulo e o Poder 360 publicaram a reunião de Michelle Bolsonaro com o Ministro Alexandre de Moraes. 
  • Folha de S. Paulo: A reportagem informou que Michelle foi ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes para reforçar o pedido de prisão domiciliar humanitária para Jair Bolsonaro. Também destacou que ela pretendia explicar pessoalmente o quadro de saúde do ex-presidente.
  • Poder 360: O veículo ressaltou que o encontro ocorreu poucas horas após manifestação da Procuradoria-Geral da República favorável à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, destacando a coincidência temporal entre os acontecimentos.
    Às vésperas da renovação da decisão se o ex-presidente Jair Bolsonaro deveria sair da prisão domiciliar, ela denunciou publicamente que Flávio Bolsonaro teria a desrespeitado, criando um imbróglio, consciente de que a ação prejudicaria o então candidato à presidência na corrida eleitoral.  Além disso, Michelle tornou públicas críticas à forma como vinha sendo tratada em decisões internas, afirmando que se sentiu desrespeitada e sem espaço para participar das discussões estratégicas.
Logo após, anunciou seu afastamento da presidência do PL Mulher e reduziu sua participação em atividades políticas ligadas ao partido.   

    Esses acontecimentos, por si só, já representam mudanças importantes no ambiente político da direita. A coincidência temporal gerou questionamentos. Em política, a sucessão de acontecimentos costuma provocar interpretações.

       O fato de reuniões institucionais, tensões internas e mudanças na estrutura partidária terem ocorrido em um intervalo relativamente próximo levou parte do debate público a levantar questionamentos sobre eventual relação entre esses episódios. Esses questionamentos aparecem principalmente nas redes sociais, em programas de opinião e entre apoiadores do ex-presidente.

     Entretanto, é importante distinguir uma sequência cronológica de uma relação de causa e efeito.

    Até o momento, não foram apresentados documentos, gravações, mensagens, depoimentos ou qualquer outro elemento que demonstre que a saída de Michelle Bolsonaro do PL Mulher tenha sido resultado de uma negociação envolvendo decisões do Supremo Tribunal Federal ou a situação jurídica de Jair Bolsonaro.

       Existe alguma evidência de "moeda de troca"?


   Essa é a principal pergunta levantada por parte dos comentaristas políticos. Pode ser que sim e pode ser que não! Em manobra política tudo é possível. O tabuleiro do xadrez nem sempre fica exposto, porém, não há evidência conhecida de que autoridades do STF, integrantes do governo ou representantes de grupos políticos tenham condicionado decisões judiciais ao afastamento de Michelle Bolsonaro de funções partidárias.

    Uma hipótese dessa natureza seria extremamente grave, pois implicaria possível interferência política sobre decisões judiciais. Justamente por sua gravidade, ela exigiria provas robustas para ser tratada como fato e até o momento, essas provas não vieram a público.

    O fato é que pelas informações divulgadas à época, Michelle Bolsonaro não substituiu os advogados de Jair Bolsonaro, nem participou da reunião como representante jurídica dele. A defesa já havia protocolado formalmente os pedidos de prisão domiciliar e apresentado laudos médicos ao STF.

    A reunião de Michelle teve, segundo as reportagens, um objetivo diferente: fazer um apelo pessoal e humanitário ao ministro relator. Ela pretendia relatar diretamente o estado de saúde do ex-presidente, explicar que ele não poderia permanecer sozinho por risco de broncoaspiração e reforçar a necessidade de cuidados contínuos.

    Por que um ministro do STF receberia a esposa do condenado, se já havia uma defesa técnica constituída?

    A versão divulgada publicamente: Michelle compareceu como esposa e principal cuidadora, para transmitir informações pessoais e reforçar o aspecto humanitário do pedido. Essa foi a justificativa apresentada nas reportagens.
 
    Uma estratégia política e de comunicação: É comum que familiares de figuras públicas atuem para sensibilizar a opinião pública e, eventualmente, autoridades, sem exercer função jurídica. Um relato pessoal pode ter um peso diferente do de uma petição assinada por advogados.
 
    Uma articulação paralela à atuação da defesa: A cobertura da imprensa indicou que havia um esforço coordenado envolvendo aliados políticos, parlamentares e governadores para defender a concessão da prisão domiciliar, enquanto os advogados seguiam atuando na esfera processual.

    O que dizem as diferentes interpretações?


    Analistas políticos têm apresentado leituras distintas para o episódio.

    Uma corrente sustenta que o afastamento decorre de divergências internas na família Bolsonaro e de disputas sobre o comando político da direita. Outra, interpreta o movimento como parte de um reposicionamento estratégico de Michelle Bolsonaro, preservando sua imagem para futuras disputas eleitorais.

    Há ainda quem considere que o episódio revela diferenças de visão sobre a condução do partido e sobre a forma de relacionamento entre seus principais líderes. 

   Também existem comentaristas que levantam hipóteses de articulações políticas mais amplas envolvendo instituições da República. No entanto, essas interpretações permanecem no campo da especulação enquanto não forem acompanhadas de evidências verificáveis.

    Independentemente da posição ideológica de cada cidadão, episódios que envolvem encontros entre lideranças políticas e autoridades públicas costumam despertar interesse da sociedade.

    Em democracias consolidadas, a transparência institucional é um elemento essencial para preservar a confiança pública e quando reuniões ocorrem entre representantes políticos e integrantes de outros Poderes, é natural que haja questionamentos sobre seus objetivos, seus resultados e seus limites institucionais.

    Da mesma forma, é igualmente importante que interpretações sobre esses encontros sejam baseadas em fatos verificáveis, evitando que conjecturas sejam apresentadas como conclusões.

    Mesmo sem qualquer comprovação de interferência institucional, o episódio produziu efeitos políticos concretos. Michelle Bolsonaro consolidou uma imagem própria junto a parcelas do eleitorado conservador, especialmente entre mulheres e evangélicos e seu afastamento do PL Mulher também evidenciou que a direita enfrenta desafios internos justamente em um momento em que busca reorganizar sua estratégia eleitoral.

    As declarações públicas envolvendo Flávio Bolsonaro acrescentaram um componente pessoal que rapidamente adquiriu dimensão política, alimentando debates sobre liderança, sucessão e unidade do grupo.

    Quando o silêncio termina, a política começa



    Na política, existem gestos que falam mais alto do que discursos. A decisão de Michelle Bolsonaro de tornar público um conflito familiar envolvendo o senador Flávio Bolsonaro foi um desses momentos. Não apenas pela repercussão imediata, mas porque rompeu um padrão de comportamento que a própria ex-primeira-dama cultivou durante anos: o da discrição em relação às questões internas da família.

    Michelle sempre construiu sua imagem pública sobre pilares bem definidos — fé, família, lealdade e dedicação ao marido. Por isso, ao optar por expor um desentendimento com o enteado, abriu espaço para uma pergunta inevitável: o que leva alguém que sempre preservou a esfera privada a decidir que o silêncio já não é mais possível?

    A resposta ainda não é conhecida, e seria irresponsável preencher essa lacuna com certezas que os fatos não sustentam. Entretanto, a ausência de respostas não elimina o direito de a sociedade formular perguntas legítimas. Pelo contrário, em uma democracia madura, acontecimentos que alteram significativamente o cenário político merecem ser analisados com profundidade, especialmente quando envolvem figuras públicas de grande relevância.

    Também chama atenção a proximidade temporal entre diferentes acontecimentos políticos daquele período: reuniões institucionais de Michelle Bolsonaro com ministros do Supremo Tribunal Federal, o delicado contexto jurídico de Jair Bolsonaro, mudanças em sua atuação partidária e, posteriormente, a divulgação de conflitos internos. A simples coincidência cronológica não demonstra qualquer relação de causa e efeito, nem autoriza conclusões sobre negociações ou interferências. Mas tampouco impede que jornalistas e analistas busquem compreender se existe um contexto mais amplo capaz de explicar essa sequência de fatos.

    A função do jornalismo responsável não é preencher lacunas com conjecturas, mas iluminar os pontos que ainda carecem de esclarecimento. Transparência não protege apenas a opinião pública; protege também as instituições e as pessoas envolvidas, afastando dúvidas por meio de informações verificáveis.

    Independentemente das razões que motivaram Michelle Bolsonaro, um fato parece incontestável: seu gesto revelou que ela deixou de ser percebida apenas como coadjuvante da trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Hoje, ela é uma liderança com voz própria, cujas decisões repercutem dentro e fora do campo conservador.

    Os próximos capítulos dessa história talvez esclareçam as razões do rompimento. Até lá, cabe ao debate público manter uma postura de equilíbrio: questionar quando necessário, investigar quando possível e concluir apenas quando os fatos permitirem. É assim que se fortalece o jornalismo, preserva-se a credibilidade das instituições e se respeita o direito do cidadão de ser informado com rigor, e não com suposições.

    Mas, quais as Perguntas que ainda permanecem abertas?


    Embora não existam elementos para afirmar que houve qualquer negociação envolvendo decisões judiciais, algumas questões continuam sendo objeto de interesse político e jornalístico:

  • Quais foram exatamente as razões que levaram Michelle Bolsonaro a deixar o comando do PL Mulher?
  • O episódio decorreu exclusivamente de conflitos internos ou houve outros fatores estratégicos?
  • Qual será o papel político de Michelle Bolsonaro nos próximos anos?
  • Como o episódio afetará a reorganização da direita brasileira?

    Responder a essas perguntas dependerá de novos fatos, declarações e documentos que eventualmente venham a público. O episódio envolvendo Michelle Bolsonaro demonstra como fatos políticos podem rapidamente dar origem a interpretações diversas.

    Até o momento, existem evidências suficientes para afirmar que houve desgaste interno, declarações públicas de insatisfação e mudanças relevantes dentro do partido. 

    Por outro lado, não existem elementos públicos que permitam concluir que seu afastamento tenha sido resultado de qualquer negociação envolvendo o Supremo Tribunal Federal, decisões judiciais ou a situação processual de Jair Bolsonaro, mas os próximos episódios dessa novela poderão apontar uma pista.

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