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| Imagem: Agência Pública |
O império do varejo brasileiro não foi erguido apenas sobre carnês e promessas de "dedicação total a você"; foi cimentado com o silêncio comprado e a carne de crianças invisíveis. Enquanto a propaganda oficial vendia o sonho do consumo para a classe C, os bastidores da estrutura montada por Samuel Klein operavam uma logística de horror que faria Jeffrey Epstein parecer um amador de província.
A máquina pública, em sua letargia seletiva, funcionou como o melhor departamento de relações públicas que um bilionário poderia desejar. Inquéritos que caminharam a passos de cágado até o abraço reconfortante da prescrição criminal garantiram que o "Pai do Varejo" jamais trocasse seus ternos de seda pelo uniforme de presidiário.
O Estado, aqui, não foi um juiz, mas um porteiro de luxo, segurando a porta para que o tempo apagasse os rastros de sangue e trauma. É uma narrativa ácida, mas real: nas mãos de quem detém o PIB, a justiça é um produto de prateleira, e a verdade, um item de estoque controlado.
Enquanto a grande mídia, alimentada por gordas verbas publicitárias, preferia o brilho das inaugurações de lojas, as "Samuquetes" — meninas de 9 a 17 anos recrutadas na miséria das periferias — eram transportadas em helicópteros particulares para refúgios de luxo em Angra e na Baixada Santista.
Ali, o poder econômico se manifestava na sua forma mais abjeta:
A Logística do Abuso: Funcionários, motoristas e até enfermeiros compunham uma engrenagem dedicada a servir corpos infantis em camas hospitalares anexas a escritórios da presidência.
A Indústria do Silêncio:
O "carnê" aqui era outro: cestas básicas, tênis e promessas de ajuda financeira trocadas pela destruição da infância de meninas como Karina Lopes Carvalhal, abusada aos 9 anos.
A Blindagem Midiática e Judicial:
O empresário morreu aos 91 anos, cercado pelo luxo do Hospital Albert Einstein e exaltado como um "visionário" pela imprensa, enquanto as provas de seus crimes apodreciam em processos sob sigilo que o Estado nunca teve pressa em concluir. O roteiro da impunidade é tão eficiente que se tornou herança. Saul Klein, o filho, não apenas herdou a fortuna, mas o modus operandi, sendo recentemente condenado em uma ação histórica por tráfico de pessoas e escravidão sexual. A verdade é que, no Brasil dos poderosos, a máquina pública não falha por incompetência; ela performa com precisão cirúrgica para garantir que, para alguns, o crime não apenas compense, mas seja o alicerce de um legado intocável.
Samuel Klein levou seus crimes para o túmulo sem nunca ter sido algemado, provando que, se você tiver dinheiro o suficiente, a justiça brasileira é apenas mais uma mercadoria que pode ser parcelada até que ninguém mais se lembre da dívida.
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Fontes:
https://apublica.org/2021/04/as-acusacoes-nao-reveladas-de-crimes-sexuais-de-samuel-klein-fundador-da-casas-bahia/
https://reporterpopular.com.br/crimes-sexuais-samuel-klein-casas-bahia/
https://revistaoeste.com/revista/edicao-58/as-acusacoes-postumas-contra-samuel-klein/











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