FIQUE POR DENTRO

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Alta de casos de gripe no Brasil reforça importância do diagnóstico de precisão


A testagem molecular contribui tanto para a vigilância quanto para o controle das ocorrências mais graves


    O aumento recente dos casos de gripe no Brasil tem reforçado a necessidade de exames de alta precisão para a identificação dos vírus respiratórios em circulação, o monitoramento epidemiológico e o controle das manifestações mais graves. O cenário é confirmado pelo Boletim InfoGripe, divulgado em 27 de março de 2026 pela Fundação Oswaldo Cruz, que aponta a presença de ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), responsável pelas hospitalizações, em todos os estados do país.

    A análise, referente ao período de 15 a 21 de março, mostra que o crescimento das internações tem sido impulsionado, principalmente, pelo vírus Influenza, com maior intensidade nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte. Houve, ainda, aumento de casos por Rinovírus e Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

    Em 2026, já foram notificadas 24.281 ocorrências de SRAG no Brasil. Do total, 38,9% tiveram resultado positivo para vírus respiratórios. Nas últimas semanas epidemiológicas, o Rinovírus respondeu por 45% dos casos, seguido pela Influenza A, com 27,8%, o que reforça o papel da gripe como uma das principais causas de hospitalização no período. Entre os óbitos, a Influenza A também se destaca, abrangendo 35,9% das mortes por vírus respiratórios, à frente de outros agentes relevantes.

    Esse cenário chama a atenção para a importância da prevenção, especialmente entre grupos de maior risco, como idosos, crianças e pessoas imunocomprometidas. A vacinação segue como a principal estratégia para reduzir casos graves e mortes. A campanha nacional, inclusive, é realizada entre 28 de março e 30 de maio.

    A bióloga, mestre em Genética e Genômica e assessora científica da Biomédica, Thaís Ignez, também destaca a importância do diagnóstico molecular para a identificação precisa dos vírus circulantes. A empresa disponibiliza kits de qPCR capazes de detectar diferentes subtipos de Influenza, como H1N1, H3N2, H5N1 e H7N9, todos com certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A identificação rápida e correta do vírus permite orientar melhor o manejo clínico e fornece dados essenciais para o monitoramento da circulação viral no país, contribuindo, diretamente, para decisões em saúde pública”, acrescenta.

    Além dos testes específicos para Influenza, a Biomédica também oferece painéis respiratórios por qPCR com múltiplos alvos, capazes de detectar, simultaneamente, diferentes vírus e bactérias, otimizando tempo e recursos laboratoriais. O avanço dos casos reforça a necessidade de vigilância contínua e preparo dos serviços de saúde, com o diagnóstico laboratorial ocupando papel central na detecção precoce de surtos e no enfrentamento das doenças respiratórias.

    A identificação rápida e correta do vírus permite orientar melhor o manejo clínico e fornece dados essenciais para o monitoramento da circulação viral no país


Sobre a Biomédica - Inteligência Diagnóstica


A Biomédica - Inteligência Diagnóstica é um grupo brasileiro dedicado à disponibilização de soluções inovadoras para o diagnóstico laboratorial. A companhia possui foco em qualidade, tecnologia e precisão, transformando dados em inteligência para apoiar profissionais de saúde e contribuir para a melhora da experiência dos pacientes.

Fundada em 1996, a Biomédica é referência no fornecimento de equipamentos e insumos de última geração para a Medicina Diagnóstica no Brasil. O seu portfólio contempla soluções nas áreas de Biologia Molecular, NGS e Oncologia, Testes Rápidos, Agregação Plaquetária, Elisa/Kits Sorológicos Imunoenzimáticos e Insumos Plásticos. Composto por nove empresas, o grupo conta com 465 produtos registrados.

terça-feira, 21 de abril de 2026

Encontro histórico no Bourbon Street reúne estrelas internacionais e homenageia lendas da música brasileira

NOITE HISTÓRICA NO BOURBON STREET




A música latino-americana vive um momento único em São Paulo.

No dia 21 de abril, o palco do Bourbon Street Music Club será cenário de um encontro raro: artistas internacionais liderados por Oscar Stagnaro se unem para uma apresentação que traduz a essência do XIII CLAEM.

Ao lado dele, nomes como Javier Flores, Vicente Luna, Oscar Acevedo, Ale Demogli, Sly de Moya e a cantora Olga Román prometem uma noite de pura conexão musical entre países e culturas.

 

A noite será marcada por uma homenagem emocionante aos irmãos Adylson Godoy, Amilton Godoy e Amilson Godoy — verdadeiros pilares da música brasileira.

 

Um encontro entre gerações.

Um palco de integração latino-americana.

*     Um espetáculo que vai muito além da música.

 

Leia a matéria completa no blog:

https://shre.ink/musicoempreendedor

 

Garanta seu ingresso e viva esse momento histórico

https://bileto.sympla.com.br/event/118961/d/377870/s/2517185

 

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segunda-feira, 20 de abril de 2026

XIII CLAEM tem início em São Paulo com casa cheia, intercâmbio internacional e apresentações musicais

Abertura do XIII CLAEM na Faculdade Souza Lima (20/04/26)

    O XIII CLAEM – Congresso Latino-Americano de Escolas de Música teve início nesta terça-feira (20), em São Paulo, reunindo estudantes, professores e convidados de diversos países da América Latina em um dia marcado por integração, música e troca de experiências.

    Logo nas primeiras horas do evento, o clima já era de grande movimentação. As imagens mostram corredores cheios, credenciamento ativo e participantes chegando com entusiasmo, vindos de diferentes instituições filiadas à ALAEMUS. O ambiente refletia a diversidade cultural do congresso, com músicos e educadores conectados pelo mesmo propósito: o desenvolvimento da música na América Latina.

    Durante o dia, alunos e professores circularam pelas dependências da Faculdade, participando das primeiras atividades e fortalecendo o networking internacional — um dos pilares do CLAEM. Registros mostram encontros espontâneos, reencontros entre profissionais do setor e a construção de novas conexões entre diferentes gerações de músicos.

    Um dos destaques da programação de abertura foi a apresentação do Combo Souza Lima, formado por alunos e professores da Faculdade. No palco, o grupo mostrou entrosamento, técnica e musicalidade, em uma performance que envolveu o público presente.

    As imagens revelam uma plateia atenta e participativa, ocupando o auditório em clima de expectativa e admiração. No palco, instrumentos como bateria, piano e sopros deram o tom de uma apresentação dinâmica, com forte influência do jazz e da música instrumental — características que dialogam diretamente com a proposta pedagógica do congresso.


 

    A performance evidenciou não apenas o talento dos músicos, mas também o papel da formação acadêmica na construção artística, reforçando a integração entre ensino e prática musical.

    O primeiro dia do XIII CLAEM já demonstrou a força do intercâmbio cultural promovido pelo congresso. Participantes de diferentes países compartilharam experiências, repertórios e visões sobre o ensino da música, consolidando o evento como um dos principais encontros do setor na América Latina.

    Além das atividades formais, o clima descontraído e colaborativo foi um dos pontos altos, com registros de interação entre alunos e professores em espaços comuns, fortalecendo o espírito de comunidade que caracteriza o CLAEM.



 
    A programação segue nesta noite com a abertura oficial do congresso, marcada para às 20h e aberta ao público. O evento contará com a participação dos professores músicos das escolas filiadas à ALAEMUS, prometendo um espetáculo que celebra a diversidade e a excelência da música latino-americana.

    Com uma agenda que inclui workshops, masterclasses, apresentações e encontros ao longo dos próximos dias, o XIII CLAEM  consolida São Paulo como um importante polo de difusão cultural e formação musical.

    Acompanhe a agenda dos próximos dias com programação especial:




Ingressos para a Festa no Bourbon Street no SYMPLA AQUI





 


domingo, 19 de abril de 2026

XIII CLAEM encerra programação em 24/04 com jam session internacional e bandas multiculturais


    
    O XIII Congresso Latino-Americano de Escolas de Música — CLAEM  vai acontecer de 20 a 24 de abril e chegará ao seu momento final reafirmando aquilo que é a essência do encontro: a prática musical coletiva como ferramenta de integração entre culturas.

    Realizado na Faculdade e Conservatório Souza Lima, em São Paulo, o congresso reúne ao longo da semana estudantes, professores e artistas de diversos países da América Latina, promovendo uma imersão que combina ensino, performance e intercâmbio artístico. 

    Mais do que palestras e workshops, o CLAEM se destaca por sua metodologia baseada na prática em grupo. Desde as primeiras edições, o congresso organiza ensembles e atividades coletivas que reúnem alunos de diferentes nacionalidades para tocar juntos, trocar experiências e vivenciar situações reais do mercado musical. 

    O ponto alto dessa proposta acontece nos dois últimos dias do congresso (23 e 24/4), com a apresentação do COMBO SOUZA LIMA (23/4) e as BANDAS MULTICULTURAIS (24/4), formadas por alunos de escolas de música vindos de diferentes países participantes da ALAEMUS.

    Serão 5 bandas distintas, cada uma coordenada por um professor, desenvolvendo 5 estilos musicais diferentes. Essa estrutura permite que os participantes explorem linguagens variadas — do jazz à música latina e brasileira.

    Durante toda a semana, os grupos trabalham em ensaios intensivos, construindo repertório, arranjos e interação musical. O resultado desse processo será apresentado ao público no concerto de encerramento.

Um palco de diversidade latino-americana


    A jam session final vai além de uma simples apresentação: é o reflexo direto da proposta do CLAEM.

    No palco, músicos de diferentes países compartilham repertórios, improvisam e dialogam em tempo real, criando uma experiência única — onde identidade cultural e linguagem musical se encontram.

    Esse tipo de prática, tradicional no congresso, permite que os alunos aprendam não apenas técnica, mas também convivência artística, escuta e adaptação — competências fundamentais para o músico contemporâneo.     
    
  Ao reunir estudantes de diferentes origens em bandas mistas, o CLAEM simula o ambiente profissional da música, onde colaboração e versatilidade são essenciais.

    Ao longo de sua trajetória, o CLAEM consolidou-se como um dos principais espaços de formação musical da América Latina, justamente por unir teoria e prática em um mesmo ambiente.

    Mais do que um final, é o momento em que o congresso se traduz plenamente no palco — com jovens músicos de todo o continente tocando juntos, construindo, ali, o futuro da música latino-americana.

Uma semana repleta de atividades!




    Entre os dias 20 e 24 de abril, o evento reúne artistas, educadores e estudantes de diversos países, consolidando-se como um dos principais encontros de formação, intercâmbio e inovação musical da América Latina.
    

Curadoria que valoriza grandes trajetórias


Prof. Antonio Mario Cunha
Reitor da Faculdade e Conservatório Souza Lima



    A escolha dos homenageados desta edição reforça o compromisso do congresso com a excelência artística e a relevância histórica. Segundo o reitor da Faculdade e Conservatório Souza Lima, Antonio Mario da Silva Cunha, a seleção contempla artistas que representam diferentes dimensões da música brasileira.

    Foram indicados para as homenagens o baterista Nenê, que também integra o corpo docente da instituição, o contrabaixista Yuri Popoff, e os pianistas Adylson Godoy, Amilton Godoy e Amilson Godoy — nomes que, juntos, ajudam a contar a história da música brasileira nas últimas décadas.
Música como ponte entre culturas

    Desde sua criação, o CLAEM tem como missão conectar instituições de ensino musical e promover o desenvolvimento artístico no continente. Ao reunir diferentes linguagens, tradições e experiências, o congresso se firma como um espaço de construção coletiva do conhecimento musical.

    A presença de artistas internacionais e brasileiros em um mesmo palco reforça a música como linguagem universal e como ferramenta de integração cultural.

      Durante esses dias, São Paulo — e especialmente a Vila Mariana — se torna o epicentro da música latino-americana, celebrando não apenas grandes trajetórias, mas também o futuro da música no continente.

Bourbon Street recebe festa de integração com artistas internacionais




    A abertura festiva do congresso acontece no dia 21 de abril, no Bourbon Street Music Club, em uma noite especial que reúne participantes do Brasil e do exterior.

    O palco será ocupado por Oscar Stagnaro & Banda ALAEMUS, além de participações internacionais de Ale Demogli, Sly de Moya, Olga Román, Javier Flores, Vicente Luna e Oscar Acevedo.

    A noite também contará com uma homenagem especial e apresentações dos pianistas Adylson Godoy, Amilton Godoy e Amilson Godoy, em um encontro raro que celebra a história da música brasileira.

🎟️ Os ingressos para essa noite estão disponíveis pela plataforma Sympla.

Homenagens na Souza Lima com entrada gratuita


    Ao longo da programação, o XIII CLAEM promove uma série de homenagens abertas ao público na Faculdade e Conservatório Souza Lima, reforçando seu compromisso com a democratização do acesso à cultura.

    Entre os destaques está a homenagem ao baterista Nenê, referência absoluta na música instrumental brasileira, cuja carreira influenciou gerações de músicos com sua linguagem inovadora e abordagem rítmica singular.

    Outro nome de destaque é o contrabaixista Yuri Popoff, artista de trajetória sólida, reconhecido por sua atuação no Brasil e no exterior, além de sua contribuição à educação musical e à pesquisa cultural.

As homenagens e apresentações acontecem em 22/04/26 às 20hs com entrada franca na
Faculdade Souza Lima - Rua Dona Maria Figueiredo 560 - Paraíso / V. Mariana

O XIII CLAEM vai além de um evento acadêmico: é uma experiência cultural completa. Ao oferecer atividades gratuitas e apresentações de alto nível, o congresso aproxima o público da música e fortalece o papel da arte como elemento transformador da sociedade.

📍 Serviço

📅 22 de abril (quarta-feira)
🕗 Horário: 20h
📍 Local: Faculdade e Conservatório Souza Lima
📍 Endereço: Rua Dona Maria Figueiredo, 560 – Vila Mariana – São Paulo/SP
🎟️ Entrada gratuita

🎟️ Ingressos para a Festa no Bourbon Street Music Club Sympla.

Mais informações sobre o CLAEM:

https://alaemus.org/

https://faculdadesouzalima.com.br

terça-feira, 17 de março de 2026

Concerto ENTRE O CÉU E O SOM - HARMONIA TRANSCENDENTAL comemora 20 anos da Missão Centenário

Espetáculo reúne orquestra, coral infanto-juvenil e artistas consagrados para revisitar a trilha sonora brasileira do período da corrida espacial



Um concerto que une música brasileira, memória histórica e contemplação do cosmos é a proposta do espetáculo “Entre o Céu e o Som – Harmonia Transcendental”, concebido para celebrar os 20 anos da Missão Centenário, marco da participação brasileira na exploração espacial que levou o astronauta Marcos Pontes ao espaço em 2006.

Inspirado nesse momento histórico, o espetáculo propõe uma narrativa artística que conecta Brasil, música e universo, revisitando obras da música brasileira que marcaram o imaginário cultural desde o início da corrida espacial até o momento em que o país passou a integrar simbolicamente essa história.

No repertório, composições que dialogam com contemplação, poesia e transcendência musical, como Canta Mais de Tom Jobim, Eu e a Brisa de Johnny Alf, Sabiá, Folhas Secas de Nelson Cavaquinho e Deixa Eu Dizer de Ivan Lins.

O concerto também apresenta a obra Rapsódia Suíte Sideral, composição do pianista e compositor Adylson Godoy que dialoga diretamente com o imaginário cósmico que inspira o espetáculo.

A direção musical será conduzida pelo maestro Amilson Godoy à frente da Orquestra Pop Arte Viva, reunindo músicos experientes em uma formação camerística voltada à interpretação da música instrumental e litero-musical brasileira.

O espetáculo contará ainda com a participação do Coral Infanto-Juvenil do Espaço Cultural de Artes e Colégio Fênix de São Caetano do Sul, preparado pela maestrina Tânia Bertassoli e regido pelo maestro Marcelo Faraldo Recski, simbolizando a presença das novas gerações na continuidade da tradição musical brasileira.

Entre os convidados especiais estão o cantor José Luiz Mazziotti e as cantoras Claudya e Maria Clara Mascellani.

Ao reunir artistas consagrados e jovens intérpretes em um mesmo palco, “Entre o Céu e o Som – Harmonia Transcendental” propõe uma experiência musical que celebra tanto a imaginação artística quanto o espírito de exploração que marcou a corrida espacial.

Mais do que um concerto comemorativo, o espetáculo convida o público a refletir sobre a relação entre arte, ciência e sonho humano, reafirmando a música como linguagem capaz de atravessar gerações e conectar diferentes dimensões da experiência humana.

O projeto é uma realização da UPARS – União Paulista de Artistas Sêniores e foi contemplado com emenda parlamentar por meio do Ministério da Cultura, reforçando o compromisso com a valorização da música brasileira e a formação de público para a cultura.

SERVIÇO:

Concerto
Entre o Céu e o Som – Harmonia Transcendental

Concepção artística e Direção Musical
Adylson Godoy

Participações especiais
Adylson Godoy – piano
José Luiz Mazziotti – voz
Claudya – voz
Maria Clara Mascellani – voz

Coral Infanto-Juvenil
Espaço Cultural de Artes e Colégio Fênix – São Caetano do Sul
Preparação: Tânia Bertassoli
Regência: Maestro Marcelo Faraldo Recski

Orquestra
Orquestra Pop Arte Viva (Formação Camerística)

Regência: Maestro Amilson Godoy

Local
Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – CEP 01504-000

Data
05/04/2026 – 18 HORAS
ENTRADA FRANCA
Retire o seu ingresso na bilheteria
Estacionamento (Pago) em frente
Acessibilidade 

domingo, 22 de fevereiro de 2026

A verdade oculta por trás do império das Casas Bahia

Imagem: Agência Pública

O império do varejo brasileiro não foi erguido apenas sobre carnês e promessas de "dedicação total a você"; foi cimentado com o silêncio comprado e a carne de crianças invisíveis. Enquanto a propaganda oficial vendia o sonho do consumo para a classe C, os bastidores da estrutura montada por Samuel Klein operavam uma logística de horror que faria Jeffrey Epstein parecer um amador de província. 

A máquina pública, em sua letargia seletiva, funcionou como o melhor departamento de relações públicas que um bilionário poderia desejar. Inquéritos que caminharam a passos de cágado até o abraço reconfortante da prescrição criminal garantiram que o "Pai do Varejo" jamais trocasse seus ternos de seda pelo uniforme de presidiário. 

O Estado, aqui, não foi um juiz, mas um porteiro de luxo, segurando a porta para que o tempo apagasse os rastros de sangue e trauma. É uma narrativa ácida, mas real: nas mãos de quem detém o PIB, a justiça é um produto de prateleira, e a verdade, um item de estoque controlado. 

Enquanto a grande mídia, alimentada por gordas verbas publicitárias, preferia o brilho das inaugurações de lojas, as "Samuquetes" — meninas de 9 a 17 anos recrutadas na miséria das periferias — eram transportadas em helicópteros particulares para refúgios de luxo em Angra e na Baixada Santista. 

Ali, o poder econômico se manifestava na sua forma mais abjeta: 


A Logística do Abuso: Funcionários, motoristas e até enfermeiros compunham uma engrenagem dedicada a servir corpos infantis em camas hospitalares anexas a escritórios da presidência. 

A Indústria do Silêncio: 


O "carnê" aqui era outro: cestas básicas, tênis e promessas de ajuda financeira trocadas pela destruição da infância de meninas como Karina Lopes Carvalhal, abusada aos 9 anos. 

A Blindagem Midiática e Judicial: 


O empresário morreu aos 91 anos, cercado pelo luxo do Hospital Albert Einstein e exaltado como um "visionário" pela imprensa, enquanto as provas de seus crimes apodreciam em processos sob sigilo que o Estado nunca teve pressa em concluir. O roteiro da impunidade é tão eficiente que se tornou herança. Saul Klein, o filho, não apenas herdou a fortuna, mas o modus operandi, sendo recentemente condenado em uma ação histórica por tráfico de pessoas e escravidão sexual. A verdade é que, no Brasil dos poderosos, a máquina pública não falha por incompetência; ela performa com precisão cirúrgica para garantir que, para alguns, o crime não apenas compense, mas seja o alicerce de um legado intocável. 

Samuel Klein levou seus crimes para o túmulo sem nunca ter sido algemado, provando que, se você tiver dinheiro o suficiente, a justiça brasileira é apenas mais uma mercadoria que pode ser parcelada até que ninguém mais se lembre da dívida. 



#CasasBahia #SamuelKlein #Justiça #Denúncia #Impunidade #DireitosHumanos #CrimeReal #BastidoresDoPoder #SaulKlein #BrasilReal #VerdadeSejaDita

Fontes:

https://apublica.org/2021/04/as-acusacoes-nao-reveladas-de-crimes-sexuais-de-samuel-klein-fundador-da-casas-bahia/

https://reporterpopular.com.br/crimes-sexuais-samuel-klein-casas-bahia/

https://revistaoeste.com/revista/edicao-58/as-acusacoes-postumas-contra-samuel-klein/

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A queda de Andrew: da realeza britânica à prisão que chocou o mundo

Ex- Príncipe Andrew - Foto: Wikimedia Commons


Durante décadas, o príncipe Andrew, duque de York, viveu sob o brilho da monarquia britânica. Filho da rainha Elizabeth II e irmão do atual rei Charles III, ele cresceu cercado de privilégios, deveres diplomáticos e uma aura de intocabilidade que parecia eterna. Mas, aos poucos, sua trajetória começou a se desfazer — primeiro em silêncio, depois diante do mundo inteiro.

A amizade com o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, foi o ponto de virada. A relação, que Andrew sempre tentou minimizar, corroeu sua imagem pública e o afastou das funções oficiais da família real. A entrevista desastrosa à BBC, em 2019, selou seu destino: ele perdeu títulos militares, patronatos e foi praticamente banido da vida pública.

Mas nada se comparou ao que aconteceria anos depois.

Em 19 de fevereiro de 2026, o Reino Unido acordou com uma notícia que parecia impossível: o ex‑príncipe Andrew havia sido preso. Policiais do Vale do Tâmisa chegaram ao Sandringham Estate, uma das propriedades mais tradicionais da família real, para detê-lo sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. A investigação apura se Andrew teria compartilhado documentos confidenciais com Epstein em 2010, quando atuava como enviado especial de comércio internacional.

A cena — viaturas entrando em uma propriedade real, agentes vasculhando cômodos, o duque sendo levado para interrogatório — foi descrita pela imprensa britânica como “extraordinária”, “histórica” e “profundamente embaraçosa” para a monarquia.

Andrew passou cerca de 11 horas sob custódia, respondendo a perguntas e acompanhando buscas em outras propriedades ligadas a ele. No fim do dia, foi liberado sob investigação, um procedimento que permite à polícia continuar apurando o caso sem mantê-lo preso.

Ainda assim, o impacto já estava feito.

Especialistas em assuntos reais afirmaram que a detenção representou um dos momentos mais delicados da história moderna da monarquia. O rei Charles III, pressionado por todos os lados, declarou que “a lei deve seguir seu curso”, numa tentativa de mostrar que nem mesmo um Windsor está acima da justiça.

Agora, Andrew vive em um limbo: não é acusado formalmente, mas também não está livre das suspeitas. A polícia segue analisando documentos, depoimentos e possíveis conexões entre ele e Epstein. Se as provas forem consideradas suficientes, o duque poderá enfrentar um julgamento criminal — algo sem precedentes para um membro tão próximo do trono.

Assim, o homem que um dia representou o Reino Unido em missões diplomáticas ao redor do mundo hoje se vê no centro de uma investigação que ameaça não apenas sua reputação, mas também a imagem da própria monarquia.

Uma queda que, para muitos, parecia inevitável.


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